sábado, 2 de junho de 2012
FRIO
a frieza me consome
como me consomem as ideias
num dia cinza de outono
esperando a ultima folha cair,
esperando a ultima gota,
esperando a morte.
sentado,
entediado,
cansado.
e meu grito calado é alto demais pra ouvir.
é grave,
e rouco,
e desesperado.
é louco!
sou louco!
minha loucura é o que me mantém são.
minha loucura me afasta da podridão do mundo.
e me aproxima.
minha loucura me afasta da doença dos homens.
e me aproxima.
minha loucura me afasta do cheiro de merda.
e me aproxima.
minha loucura me afasta da vida.
e me aproxima.
minha loucura me afasta da morte.
e me aproxima.
sou próximo a tudo
mas numa dimensão distante.
e só minha.
não a divido.
nem quero.
preciso ficar só.
desculpe, baby,
eu vou me fechar.
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