sábado, 28 de abril de 2012

BRANCA


emergem sobre meus olhos como alvas montanhas
duas
em perfeita simetria
sincronia
sedução
a forma arredondada
a fenda que as separam
e que as unem
o que guardam
a transparência
o realce
o enorme relevo
e se movem
como numa valsa erótica
compassadas
e dançam
e se atritam
não absorvem nenhuma cor
as duas
branca
absorvem meus olhos
e continuam
pra lá,
pra cá...
pra lá,
pra cá...


bentida sejas tu, calça branca!
bendita sejas tu, Bunda!

Um comentário:

  1. "A Bunda, que Engraçada


    A bunda, que engraçada.
    Está sempre sorrindo, nunca é trágica
    Não lhe importa o que vai
    pela frente do corpo. A bunda basta-se.
    Existe algo mais? Talvez os seios.
    Ora - murmura a bunda - esses garotos
    ainda lhes falta muito que estudar.
    A bunda são duas luas gêmeas
    em rotundo meneio. Anda por si
    na cadência mimosa, no milagre
    de ser duas em uma, plenamente.
    A bunda se diverte
    por conta própria. E ama.
    Na cama agita-se. Montanhas
    avolumam-se, descem. Ondas batendo
    numa praia infinita.
    Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
    na carícia de ser e balançar.
    Esferas harmoniosas sobre o caos.
    A bunda é a bunda,
    redunda."


    bons poetas têm bons assuntos

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